Marcas de roupa portuguesas: o excelente, o bom e o mau – Parte 2

E eis que passamos à segunda parte do post sobre as marcas de vestuário portuguesas. Desta vez o tema temos marcas que, não sendo más, por algum motivo não têm aquele lugarzinho especial no meu coração. Seja porque não são 100% o meu género, porque a qualidade podia ser melhor, ou porque não são fabricados em Portugal (sim, porque no que  toca a marcas destas, para mim conta que o fabrico seja também português).

  • Morena Jambo: Mais uma marca de bikinis 100% portugueses. Da Morena Jambo tenho apenas um bikini da linha do Verão passado que ainda não experimentei, mas a qualidade não me parece má. Ora, então porque é que a Morena Jambo não está na lista das marcas portuguesas de excelência? Porque as peças parecem todas de inspiração tribal e eu sou uma miúda mais a dar para o romântico.MorenaJamboedited
  • Vintage Bazaar: A Vintage Bazaar é uma marca de fast fashion, o que significa que aí a cada quinze dias há peças novas para deleite dos nossos olhinhos. Os artigos são giríssimos (muitas das peças de inspiração boho/étnica) e as produções fotográficas estão sempre muito bem. Ora, qual é então o problema da Vintage Bazaar? O preço. Os preços são caros e o pior é que a qualidade das peças não acompanha. Na loucura, dei uma pequena fortuna por um vestido de inverno que achei lindo, quando cheguei a casa e olhei para a etiqueta vi que o raio do vestido era 100% polyester. Pior: 100% polyester e made in Indonésia,  e sabe se lá em que condições foi fabricado (se eu pago muito por um artigo, não estou à espera que seja feito com tecidos baratuchos e em fábricas onde os trabalhadores ganham 50 cêntimos ao dia). Portanto: foi a primeira e última compra na Vintage Bazaar.
  • Hazel: Infelizmente, tenho a dizer que esta foi mesmo a última marca com a qual me dei sinceramente mal. Dei de caras com a página do facebook da marca e apaixonei-me pelo macacão Valência na cor cereja (este). Troquei algumas mensagens com a proprietária da marca para saber mais sobre o tamanho e entrega, e lá acabei por encomendar. Nem perguntei em que tecido era feito o modelo, porque parti do princípio que um macacão que custa 57€ fosse no mínimo em algodão. Pois, ideia errada. O macacão é 100% polyester, mas num polyester daqueles ranhosos, estilo chinês. Portanto: paguei 57€ por um artigo em polyester, que veio num envelope dos CTT, embrulhado em papel vegetal cor de rosa e com um rectângulo de papel a dizer “Obrigada pela sua compra”. Pagar impostos também deve ser para os fraquinhos e nem a recibo tive direito (já o pedi e estou há duas semanas à espera). Isto há mesmo quem perceba do negócio! Mal recebi o artigo escrevi a dar conta da recepção e a queixar-me da qualidade, recebi uma resposta a lamentar a minha desilusão mas a dizer que nada ia mudar porque o feedback dos clientes tem sido muito bom (sim, as duas clientes que deixaram feedback no facebook!) Horas depois, recebo nova mensagem a sugerir que devolva o artigo, porque é uma peça com muita procura e assim ficamos ambas a ganhar, eu com o meu dinheiro de volta, a marca sem ter o trabalho de continuar a fabricar a peça. Ora, se calhar sou eu que sou inexperiente e não percebo nada disto de fazer dinheiro, mas não será a ideia das marcas conseguir que um máximo de pessoas compre os artigos que fabrica? E, se o cliente até mostra descontentamento mas interesse em manter o artigo que comprou, deverá o comerciante sugerir a devolução da peça? Lembram-se daquilo que vos disse de haver malta que percebe mesmo do negócio? Pois…esqueçam!

E pronto…são estas as marcas portuguesas que actualmente fazem palpitar o meu coração. A descobrir mais, descansem que partilharei aqui tudo convosco 🙂