New in: Parfois bag

Gosto bastante das malas da Parfois – têm uma boa relação qualidade-preço, modelos giros com padrões fora do comum, e a grande vantagem de ser uma marca 100% portuguesa (já deu para perceber que eu sou 100% nacionalista?) Não costumo adorar malas estilo shopper mas a verdade é que às vezes dá muito jeito poder pôr a mala ao ombro, e ter os braços mais livres para carregar as duzentas mil tralhas coisinhas que sempre me acompanham (lancheira, livro, mala do portátil, guarda-chuva…). Já tinha uma em tons de azul (com o padrão London eye), faltava-me uma em tons de rosa ou bege para acompanhar os meus outros outfits.

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Viver sozinho/a: aquilo que ninguém vos conta

Já há muito tempo que disse que viver sozinho tem a peculiaridade de a maior vantagem ser igual à maior desvantagem: chegar a casa e não estar lá ninguém.

Ora, chegar a casa e não ter ninguém à nossa espera é maravilhoso. E porquê? Por mil e umas razões. Porque podemos fazer o que nos apetecer quando nos apetecer sem ninguém para criticar. Comer o que queremos, às horas que queremos (e só se quisermos), (des)arrumar tudo à nossa maneira, deitarmo-nos só quando apetecer, demorar horas no banho, deixar a louça por lavar, entrar em casa com mais um vestido primaveril padrão floral sem ninguém questionar nada. Fazer o barulho que queremos à hora que queremos (dentro dos limites legais, entenda-se), receber apenas quem quisermos e quando quisermos (adeus tias-avós-em-quadragésimo-grau que aparecem sempre quando nos apetece passar a tarde no sofá a relaxar de meias e roupa interior e uns episódios de Keeping Up with the Kardashians), sair de casa e voltar apenas quando nos der na mona e não ter ninguém a perguntar por onde andámos. Viver sozinho é a liberdade, é a independência, é a autonomia, é o nosso maior sonho de adolescente tornado realidade!

Mas chegar a casa e não ter ninguém à nossa espera também é desolador. E porquê? Por todas as razões que mencionei acima, mas vistas pela negativa. Não há ninguém para nos pôr na linha quando estamos obviamente a descambar e por isso o nosso auto-controlo tem de estar no nível máximo. Finalmente a palavra autodisciplina começa a fazer sentido e percebemos porque os nossos pais passavam tanto tempo perdidos em tarefas domésticas – é que uma casa dá trabalho a cuidar. E viver sozinho é trabalho do duro. De repente os fins de semana já não são fins de semana mas sim dois dias integralmente dedicados a trabalhos domésticos. Aqueles que eram dias de farra e de dolce fare niente, de repente são dias de aspirar, engomar, lavar e cozinhar. E a sexta-feira – dia de farra máxima – passou apenas a ser o dia da semana em que já não há nada no frigorífico, o congelador está vazio, e a nossa roupa toda no cesto para lavar. Excelente.

Depois há aquela coisa chamada solidão. Sim, de vez em quando a solidão aperta, e se pensaram que quando fossem morar sozinhos a vossa casa iria estar cheia de amigos, desenganem-se. Os vossos amigos têm outros planos e vocês têm de arrumar a loiça e preparar a marmita com o almoço do dia seguinte. Saíram de manhã à pressa deixando a cama por fazer, um trail de roupa espalhada pelo chão da casa de banho, a loiça do pequeno almoço em cima da mesa da cozinha, tiveram um dia de merda no trabalho e agora que chegaram a casa, ninguém cozinhou a vossa sobremesa favorita e a loiça do pequeno almoço continua no sítio onde a deixaram. De repente, viver sozinho deixou de parecer tão divertido. Ou será?

A resposta a esta pergunta quase retórica é um diplomático depende. Depende do que pretendem da vida e da pessoa que são. Viver sozinho, para algumas pessoas, não resulta Para outras, é espectacular. Por todas as razões mencionadas no segundo parágrafo e outras mil e duzentas. Porque a solidão é relativa e estar sozinho não significa necessariamente estar só (um cliché, mas os clichés são assim por serem verdade!). Porque a liberdade implica disciplina e bom senso e respeito e uma série de outras coisas chatinhas mas vale tudo a pena porque a liberdade sabe tão bem. Porque a ideia de crescermos é conseguirmos definir cada vez melhor a nossa vida e viver sozinho faz parte disso. Porque o jantar pode não estar na mesa à nossa espera quando chegamos do trabalho mas o sossego da nossa casa aguardou por nós o dia inteiro. E porque viver sozinho continua, sem dúvida, a ser uma opção melhor que viver mal acompanhado.

Concordam?

Intimissimi – Tropical

A Intimissimi é a minha marca de roupa preferida, não só para lingerie mas como também para a roupa do dia a dia. As peças têm mesmo o estilo romântico e feminino que eu gosto e uma excelente relação qualidade-preço

Mais recentemente, fiquei fã dos tops em seda da marca,  muito bonitos e que dão para looks mais simples ou mais sofisticados. Este que vêem em baixo é da linha tropical e gostei tanto que aproveite também para trazer o conjunto interior. Muito elegante e mesmo adequado aos dias de Verão!

Tropicaledited

Foi uma bela duma tarde de domingo…

…passada a registar facturas, como se não tivesse mais nada para fazer desta vida, e a chegar à bonita conclusão de que metade deste mundo gosta de fugir com o rabo às obrigações, e descobrir que o restaurante onde almoço semanalmente não se deve dar ao trabalho de pagar impostos porque nem uma única factura minha registaram desde janeiro. E agora levam lá com tudo que eu também gostava muito que me perguntassem se quero ou não pagar impostos, mas é pergunta que ninguém me faz.

Marcas de roupa portuguesas: o excelente, o bom e o mau – Parte 2

E eis que passamos à segunda parte do post sobre as marcas de vestuário portuguesas. Desta vez o tema temos marcas que, não sendo más, por algum motivo não têm aquele lugarzinho especial no meu coração. Seja porque não são 100% o meu género, porque a qualidade podia ser melhor, ou porque não são fabricados em Portugal (sim, porque no que  toca a marcas destas, para mim conta que o fabrico seja também português).

  • Morena Jambo: Mais uma marca de bikinis 100% portugueses. Da Morena Jambo tenho apenas um bikini da linha do Verão passado que ainda não experimentei, mas a qualidade não me parece má. Ora, então porque é que a Morena Jambo não está na lista das marcas portuguesas de excelência? Porque as peças parecem todas de inspiração tribal e eu sou uma miúda mais a dar para o romântico.MorenaJamboedited
  • Vintage Bazaar: A Vintage Bazaar é uma marca de fast fashion, o que significa que aí a cada quinze dias há peças novas para deleite dos nossos olhinhos. Os artigos são giríssimos (muitas das peças de inspiração boho/étnica) e as produções fotográficas estão sempre muito bem. Ora, qual é então o problema da Vintage Bazaar? O preço. Os preços são caros e o pior é que a qualidade das peças não acompanha. Na loucura, dei uma pequena fortuna por um vestido de inverno que achei lindo, quando cheguei a casa e olhei para a etiqueta vi que o raio do vestido era 100% polyester. Pior: 100% polyester e made in Indonésia,  e sabe se lá em que condições foi fabricado (se eu pago muito por um artigo, não estou à espera que seja feito com tecidos baratuchos e em fábricas onde os trabalhadores ganham 50 cêntimos ao dia). Portanto: foi a primeira e última compra na Vintage Bazaar.
  • Hazel: Infelizmente, tenho a dizer que esta foi mesmo a última marca com a qual me dei sinceramente mal. Dei de caras com a página do facebook da marca e apaixonei-me pelo macacão Valência na cor cereja (este). Troquei algumas mensagens com a proprietária da marca para saber mais sobre o tamanho e entrega, e lá acabei por encomendar. Nem perguntei em que tecido era feito o modelo, porque parti do princípio que um macacão que custa 57€ fosse no mínimo em algodão. Pois, ideia errada. O macacão é 100% polyester, mas num polyester daqueles ranhosos, estilo chinês. Portanto: paguei 57€ por um artigo em polyester, que veio num envelope dos CTT, embrulhado em papel vegetal cor de rosa e com um rectângulo de papel a dizer “Obrigada pela sua compra”. Pagar impostos também deve ser para os fraquinhos e nem a recibo tive direito (já o pedi e estou há duas semanas à espera). Isto há mesmo quem perceba do negócio! Mal recebi o artigo escrevi a dar conta da recepção e a queixar-me da qualidade, recebi uma resposta a lamentar a minha desilusão mas a dizer que nada ia mudar porque o feedback dos clientes tem sido muito bom (sim, as duas clientes que deixaram feedback no facebook!) Horas depois, recebo nova mensagem a sugerir que devolva o artigo, porque é uma peça com muita procura e assim ficamos ambas a ganhar, eu com o meu dinheiro de volta, a marca sem ter o trabalho de continuar a fabricar a peça. Ora, se calhar sou eu que sou inexperiente e não percebo nada disto de fazer dinheiro, mas não será a ideia das marcas conseguir que um máximo de pessoas compre os artigos que fabrica? E, se o cliente até mostra descontentamento mas interesse em manter o artigo que comprou, deverá o comerciante sugerir a devolução da peça? Lembram-se daquilo que vos disse de haver malta que percebe mesmo do negócio? Pois…esqueçam!

E pronto…são estas as marcas portuguesas que actualmente fazem palpitar o meu coração. A descobrir mais, descansem que partilharei aqui tudo convosco 🙂

Marcas de roupa portuguesas: o excelente, o bom e o mau – Parte 1

Ora, decidi que o meu primeiro post a sério seria sobre marcas portuguesas. Não aquelas que toda a gente conhece e já se tornaram absolutamente mainstream, mas sim as menos conhecidas, as que ainda estão a caminhar no sentido de se promoverem e ganharem espaço nos armários do povo português.

Eu gosto muito de comprar marcas nacionais, por várias razões. Em primeiro lugar, porque estamos a falar de marcas pequenas e com menor capacidade de produção, o que significa que produzem menos peças e que não corremos o risco de sair à rua e encontrar trinta raparigas com um vestido igual ao nosso. Muitos dos artigos são inclusivamente feitos à mão, o que os torna ainda mais especiais.

Segundo, porque se encontram peças verdadeiramente diferentes das que existem nas lojas onde toda a gente vai, e eu gosto de sair à rua e perguntarem-me “Onde compraste isso?”. Muitos dos artigos são ainda de melhor qualidade que os das grandes marcas.

Terceiro, porque existe aqui uma componente de solidariedade/responsabilidade social (espero que não só na minha cabeça…), que consiste em apoiar em pequenos empresários nacionais que lutam por fazer crescer o seu negócio e contribuir, cada vez mais, para o crescimento da economia portuguesa. Entristece-me ver pessoas que compram coisas só para andar a passear logotipos, mas depois não são capazes de comprar marcas nacionais porque acham tudo muito caro (quando, em algum dos casos, a qualidade até é melhor). E a verdade é que, nós mulheres, às vezes compramos só porque sim, porque apetece estrear um vestido novo, porque vimos e achámos bonito mesmo nem sequer precisando e, entre dar dinheiro a grandes marcas que vivem de bolsos cheios e algumas borrifando se estão para questões de solidariedade social ou apoiar um pequeno comerciante, a segunda opção parece muito melhor.

Por isso, aqui fica a lista de lojas portuguesas onde já comprei e de onde saí bem servida. Para não tornar o post gigantesco, dividi a coisa em duas partes. Deixei de fora as grandes marcas (Parfois, Zillian e afins), não por não serem boas mas porque a ideia também é dar um pouco a conhecer marcas com menos visibilidade.

O Excelente

  • Funky Project: Já conheço a Funky Project há uns anos e gosto imenso dos tops femininos com detalhes em renda, bikinis com padrões florais e kimonos de inspiração étnica. Mas os vestidos são a minha peça de eleição – sempre de excelente qualidade e os de inverno, cardados por dentro para serem mais quentes. Felizmente a marca tem crescido a olhos vistos e tem colecções cada vez mais diversificadas e disponíveis em mais pontos de venda.
  • 4Family (antiga Pontos e Vapores): A 4Family é uma retrosaria que também costura sweatshirts, ponchos e capas, tendo uma série de pontos de venda que podem ser consultados no facebook da marca. As peças são do mesmo estilo que as da Funky Project, mas mais acessíveis em termos de preço. Desta marca, tenho apenas uma capa, que adoro. O mais interessante da marca (para além da qualidade) é que podemos personalizar as peças ao nosso gosto. Quando comprei a capa, a vendedora deixou-me escolher os tecidos que queria (já que eu não gostei de nenhum dos modelos que tinham em exposição). Demoraram apenas uma semana a costurar e entregar e custou cerca de 40€. Nada mau para um produto 100% handmade!Ponchoedited
  • Oioba: Quando o tema é bikinis, dizem que os brasileiros são melhores, mas eu sou da opinião que cá em Portugal também se faz muita coisa boa. A Oioba é uma das marcas de swimwear portuguesas que oferecem artigos de boa qualidade, design diferente e, neste caso, preços acessíveis. Tenho duas peças da colecção antiga de que gosto muito e que só vou estrear neste Verão, mas o tecido parece-me bastante bom.Oiboaedited
  • B.Kini: Mais uma marca portuguesa de bikinis que eu adoro, e que tem vindo a fazer cada vez mais sucesso. Para além do site e do facebook, a B.Kini tem também um showroom, onde uma vendedora absolutamente simpática nos ajuda a escolher o nosso bikini preferido – e a escolha é muiiita, tudo de excelente qualidade e com padrões e modelos giríssimos! Bkiniedited

Para o post não se tornar muito longo, constam neste post apenas as marcas que merecem lugar de destaque quando se fala em empreendedorismo têxtil: originalidade, qualidade boa, e ADN 100% português.

As restantes (três marcas, que sendo boas, não ganharam lugar cativo no meu coraçãozinho e uma experiência definitivamente má), ficam para um próximo post…dentro em breve!

Welcome!

Bem vindos à minha nova casinha (por agora meio vazia, mas prometo que isso mudará brevemente!). Aqui esperam-se posts carregados de ironia, dissertações sobre os grandes dilemas da vida, dicas de lifestyle, publicações pseudo-fashion e alguma futilidade (não se espantem se tropeçarem nalgum post sobre cuidados capilares e pintura de unhas!). Espera-se que o leitor se sinta entretido e comovido o suficiente para querer voltar. Se não, prometo que mesmo assim as três pessoas que algum dia lerem este blog serão guardadas com carinho na memória.

Após o aquecimento, começaremos brevemente com a programação a sério. Até lá, podem reler este post mil e duzentas vezes (ou não).

A razão do nome? Eu gosto de flores, muito mais do que de diamantes. O que não quer dizer que não continue a ser apaixonada por anéis e a suspirar sempre que passo por uma loja da Pandora. Por isso, se vieram aqui parar à procura de artigos sobre propagação de camélias e o cultivo de aromáticas in door: expect both.

Or none.